Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

A brincadeirinha da avaliação

Liguei hoje para a DGRHE, para pedir um esclarecimento sobre a aplicação dos concursos, no item da avaliação de desempenho. Nos casos em que, por causa das quotas, a avaliação qualitativa não corresponde à avaliação quantitativa, a aplicação não permite que uma coisa não bata certo com a outra. Alguém que teve 8,9 mas ficou com Bom, não pode inserir os 8,9 mas sim 7,9 que é o limite máximo do Bom.

 

Num país civilizado, se 8,9 corresponde a um Muito Bom, é com Muito Bom que se fica... ah, claro, Portugal é cada vez menos um país civilizado... está cada vez mais cheio de bichos e entregue aos bichos...

 

Da DGRHE responderam que ah e tal, já receberam vários pedidos de esclarecimento sobre o mesmo assunto, de professores e de escolas, mas que não têm resposta para dar, uma vez que remeteram a coisa superiormente... ficamos a aguardar, então, que alguém superiormente tenha a amabilidade de esclarecer o povo...

 

Pode ser um mero problema técnico da aplicação informática, ou... o resultado da brincadeirinha da avaliação...

 

Já agora, parece que a aplicação apenas deixa apresentar a avaliação quantitativa com uma casa decimal, o que quer dizer que o candidato com duas casas decimais fica sem saber se arredonda para uma casa decimal ou se simplesmenta trunca a coisa.

 

Para os colegas que, cada vez mais, começam a ver desaparecer a luz ao fundo do túnel, isto não começa nada bem...

 

E nunca é demais relembrar que Isabel Alçada ainda não soltou os cães... quanto abrir o abate às turmas PCA e CEF e às escolas do 2º e 3º ciclos mais pequenas, aí é que vamos ver o que é bom para a tosse quando as vagas para leccionar caírem abruptamente... 

publicado por pedro-na-escola às 17:42
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Contratação de escola disponível a fingir

Depois de conseguirmos colocar alguns horários para técnicos especializados na aplicação da contratação de escola, apesar de terem estado desaparecidos da nossa vista, depois de conseguirmos exportar as candidaturas e feito a análise curricular, chegou o momento de seleccionarmos os candidatos.
 
A esta nobre tentativa de contratação de profissionais para a importante missão de formar os futuros homens e mulheres deste país, a aplicação da DGRHE para a contratação de escola responde assim: “Funcionalidade não disponível de momento!
 
É uma coisa mesmo bonita de se ver…
 
Cambada de…
 
Enfim!...
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publicado por pedro-na-escola às 23:46
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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Tranquilidade da treta

Como a Ministra da Educação se chama Maria de Lurdes Rodrigues, obviamente que o ano lectivo arrancou com a maior das tranquilidades. Só podia!
 
O que passo a descrever pode não ter muito interesse para quem esteja alheio à gestão de uma escola, mas, seja como for, e porque me irrita profundamente, aqui fica por escrito. Para quem está por colocar, pode até ter muito interesse, pelas piores razões.
 
Ao longo do verão, com a calma que os irritantes e sucessivos pedidos de preenchimento de aplicações online permitem, vamos fazendo a distribuição do serviço pelos professores do quadro e somando horas para outros horários que seguirão para concurso. O nosso desejo, sempre, é que o mês de Setembro arranque com os professores todos na escola – para que todos participem em todas as reuniões, desde o início. Infelizmente, nunca se consegue.
 
Este ano, fomos chamados a “pedir os horários” cerca de uma semana mais cedo do que no ano passado. No entanto, não foi por isso que as colocações saíram mais cedo. Com tanta informatização de processos, escapa-me o calendário de publicação das colocações.
 
Todos os anos há uma (ou mais) “surpresa” guardada pela DGRHE. Se num ano a surpresa foi não colocarem ninguém em horários incompletos no final de Agosto, este ano uma das surpresas foi não colocarem os não profissionalizados. Tudo bem que os não profissionalizados não podiam concorrer, isso já era sabido, mas é irritante ficar-se com professores por colocar no arranque do ano lectivo.
 
Os horários para os quais não houve colocação no final de Agosto, passaram, pelos vistos, para contratação de escola. Essa passagem não nos foi muito óbvia e ainda não percebemos como a coisa vai funcionar. Mas, se nos orientarmos pelo ano passado, a DGRHE vai ignorar por completo os horários que pedimos mas que não tiveram colocação, para depois voltar a perguntar-nos: então, que horários precisam? Há dias em que isto chateia!
 
Bom, sobrando a contratação de escola, tratar de recrutar os professores em falta é uma daquelas coisas que, quanto mais depressa, melhor. A DGRHE disponibilizou uma aplicação para o efeito, atempadamente, e rapidamente tratámos de a utilizar para o recrutamento dos professores em falta, bem como dos técnicos especializados para leccionar áreas tecnológicas dos CEF. Se tudo corresse bem, e avançando com o processo de contratação de escola logo a seguir à publicação das listas, no final de Agosto, teríamos todos os professores colocados antes do início das aulas, eventualmente até com alguma antecedência.
 
Mas, as coisas não correram nada bem. Havia mais uma “surpresa” à espera. Os horários para os técnicos especializados, depois de submetidos, não apareceram – evaporaram-se! A aplicação dava (e ainda dá) um erro que indica que a consulta dos horários não está disponível. Como se isso não bastasse, a aplicação não permite que se coloquem a concurso horários dos vários grupos de recrutamento – só permite para técnicos especializados ou para o desenvolvimento de projectos. O tempo passa e o mês de Agosto chega ao fim. Fica a expectativa de uma reunião na Direcção Regional de Educação, marcada para os primeiros dias de Setembro, para abordar o tema do recrutamento. Conformamo-nos com mais um trabalho mal feito e o tempo a passar.
 
Enquanto engonhamos a nadar no conformismo, um colega passa pela escola para anunciar, animado, que concorreu aos nossos horários de técnicos especializados! Afinal, pasme-se, não “desapareceram em combate”. Eles vivem! Perante o meu ar incrédulo, o colega acedeu à aplicação e mostrou os nossos horários no meio de centenas de outros.
 
Minutos depois, apareceu outro colega a perguntar se não íamos colocar a concurso um horário do seu grupo de recrutamento, ao que respondi que tínhamos um para colocar, mas que a aplicação não permitia. Qual não foi o meu espanto quando ele entrou na aplicação e me mostrou quase duas dezenas de horários para o grupo dele! Algo não batia certo.
 
Apontei algumas das escolas que tinham horários a concurso e comecei a fazer telefonemas. Conclusão: há, de facto, um erro misterioso na aplicação, que não permite recrutar professores para os vários grupos de recrutamento. As escolas que já têm horários a concurso, também encontraram o mesmo erro, mas foi solucionado (o termo usado foi “desbloqueado”) pelas respectivas Equipas de Apoio às Escolas, após reclamação.
 
A nós, resta-nos “melgar” também a nossa Equipa de Apoio às Escolas, já a seguir, para vermos se temos alguma sorte.
 
Na prática, os horários que estão a aparecer na contratação de escola foram colocados por escolas “desbloqueadas”. Quem concorre, imagina que aquele seja o panorama nacional e faz opções. Daqui a alguns dias, presumo, vão surgir os horários das escolas actualmente “bloqueadas”. Não é preciso explicar mais para se perceber a facilidade com que a DGRHE despreza a importância das colocações na vida de milhares de professores e as injustiças que surgirão como cogumelos.
publicado por pedro-na-escola às 22:26
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