Segunda-feira, 10 de Março de 2008

O João só gosta mais ou menos

Não basta ter razão
João César das Neves (professor universitário), no Diário de Notícias
 
Os professores estão de novo em guerra. Como todos os antecessores, a senhora ministra da Educação é a pessoa mais enxovalhada e insultada do País. Ouvindo as queixas, tem de se dizer que em muitas coisas os professores têm razão. O ministério, mais uma vez, atrapalhou tudo. Mas isso não chega como justificação.
 
Todos os que gritam na televisão e escrevem enfurecidos são mestres, uma referência da juventude. Com que cara, no dia seguinte, vão enfrentar uma turma de alunos? Que respeito granjeiam depois de tais excessos? A coisa fica pior ao saber-se que um dos temas em discussão é a avaliação do desempenho. Deve ser divertido para um aluno, que é classificado pelos mesmos docentes sem poder protestar ou indignar--se, ver os seus tutores berrar de indignação por serem avaliados. Se o que os stores fazem é tomado como exemplo, os exames e pautas deste país passarão a ser muito mais coloridos e animados.
 
Os professores afirmam que são a favor da avaliação, mas contra esta avaliação (declaração da Fenprof de 15 /10/2007). Essa é há séculos precisamente a posição dos alunos. Todos os estudantes são favoráveis às notas e descontentes com a que receberam. Os testes são sempre difíceis, as datas sempre inconvenientes, os professores sempre injustos. Mas é preciso aguentar com cara alegre.
 
Agora, com o feiticeiro a sofrer o feitiço, as coisas podem mudar. Se houvesse vergonha, muitos teriam dificuldade em encarar a turma depois de tais atitudes públicas.
 
Até porque, na catadupa de razões, algumas deixam bastante a desejar. Quantas das críticas (arbitrariedade, influências, burocracia) não são plausíveis em todas as classificações, por exemplo na que eles fazem dos jovens? E, pior, a avaliação proposta é muito mais mansa que a dos alunos. Começa por uma ficha de auto-avaliação (que os educandos adorariam preencher), seguida da opinião do professor titular coordenador e do conselho executivo. O carinho com eles é muito superior ao deles com a malta.
 
Outra queixa pungente é a existência de quotas para acesso a professor titular, pelo que "só conseguirá sê-lo (por muito bom que seja) por morte ou aposentação do seu par" (ver Avaliação de desempenho. Pormenores... em www.fne.pt).
 
Mas essa é desde sempre a situação dos quadros académicos.
 
Na universidade, quando o departamento está cheio, só se acede a professor associado ou catedrático por saída de alguém. Dado o escandaloso excesso de professores no País, a quota é bem compreensível. Se a "motivação pela Excelência esbarra com um muro denominado 'quota' " (loc. cit.), é porque não se sabe o que seja uma genuína vocação educativa.
 
Nas universidades, entretanto, a vida não está pacífica. O Ministério da Tecnologia, Ciência e Ensino Superior publicou um estudo sobre a empregabilidade dos vários cursos superiores. O presidente do Conselho de Reitores criticou fortemente essa medida a partir de certos reparos técnicos (Lusa, 28/Fev.). Também tem razão, porque empregabilidade é difícil de medir, embora mesmo mal calculado, esse indicador não deixe de ter significado.
 
A declaração termina com uma frase notável: "Serão empregadores muitas vezes com a quarta classe que vão decidir quais as políticas e quais as instituições válidas no ensino superior em Portugal?" (Lusa, 28/02/2008).
 
É verdade. Porque essas pessoas são a realidade, e os cursos válidos deste país têm de se defrontar com a realidade.
 
Os médicos tratam pessoas com a quarta classe, os advogados defendem- -nas, os engenheiros fazem-lhes casas. As pessoas com a quarta classe são os clientes e utentes que avaliam o que valem os profissionais formados nas instituições válidas. Se as tais instituições válidas não passam esse teste, onde está a sua validade?
 
Os empregadores com a quarta classe conhecem melhor a sua empresa e mercado que os catedráticos, até de Economia como eu. Quando não contratam os licenciados, eles lá sabem porquê.
 
Os professores são uma referência nacional. Têm de sair da torre de marfim das escolas e privilégios e enfrentar o mundo.
 
A propósito de enfrentar as turmas no dia a seguir à Marcha da Indignação…
 
Relato de uma colega, nesse arriscadíssimo acto de enfrentar uma turma depois da manifestação… Os alunos queriam saber quem é que iria assistir às aulas para a avaliar. Seria a professora X?, indagaram? Não, respondeu a colega, é a professora Y, que é a minha coordenadora de departamento. Gargalhada geral na sala de aula. A colega tentou disfarçar a coisa e acalmar os ânimos, mas a revelação pareceu ter uma carga humorística muito grande. Comentário de um aluno: oh professora, ao menos que escolhessem alguém que soubesse dar umas aulas em condições
 
Até as criancinhas de 13 anos percebem o ridículo deste modelo de avaliação!
publicado por pedro-na-escola às 23:04
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Uma rapidinha na Curia

(chegado por e-mail) 
Como muitos de vós sabem, este ano lectivo sou formador do PNEP – Programa Nacional do Ensino do Português – um programa da DGIDC que está directamente dependente do Gabinete da Ministra da Educação.
Para os dias 7 e 8 de Março estava marcada, já desde o mês de Setembro, uma acção de formação de âmbito nacional, a decorrer na Curia, e que envolvia todos os formadores do país. Sabendo que ia estar entre professores, procurei encontrar uma forma de, mesmo longe, poder manifestar a minha Indignação.
No dia 8 de manhã, quando saímos de um dos módulos da formação, para minha surpresa (minha e dos 120 professores presentes), apareceu a ministra.
Pelo menos metade dos professores presentes prescindiu do café e recusou-se a entrar na sala onde ela estava. Um quarto de hora depois, o grupo dividiu-se por 4 salas e retomou a ordem de trabalhos. A qual foi interrompida pela visita da ministra, que visitou cada uma das salas e dirigiu algumas palavras aos professores.
Por mim, esperei que ela acabasse de falar e levantei-me de seguida, despindo a camisola que trazia e deixando à mostra a t-shirt que tinha por baixo (e que tencionava exibir apenas no período da tarde). Podem vê-la na foto que vai em anexo.
E foi assim que, mesmo não participando na Marcha da Indignação, muito provavelmente, fui o único professor do país que, no dia 8 de Março, conseguiu demonstrar a seu descontentamento frente a frente com a Ministra da Educação, tornando-me o manifestante n.º 80.001 (ou 100.001, segundo algumas opiniões).
 
Chegado à escola, o relato de uma colega que também esteve na mesma acção de Formação. A ministra apareceu no bar, talvez para apanhar a pausa nos trabalhos. A notícia desagradou à maioria, que não puseram lá os pés. Alguns comentavam que se ela ficasse para o almoço, então iam almoçar fora. A ministra foi às salas dar umas palavrinhas aos professores. Estes, continuavam a olhar para baixo, para os papéis na mesa. Outros, mais assanhados, viraram-se de costas para a senhora. Não é boa educação, confesso, mas antes isso que mandar umas bocas em voz alta. A ministra despediu-se desejando bom trabalho, mas apenas os professores das Escolas Superiores de Educação (os formadores, portanto) responderam. No final, parece que os 120 bateram palmas ao colega da tshirt. Bofetada de luva branca, foi o sentimento.
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publicado por pedro-na-escola às 22:53
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Eles não gostam dos professores 4

Perdão? Hooligans?...
 
Coisas do circo - Hooligans em Lisboa
Emídio Rangel, no Correio da Manhã
 
Tenho vergonha destes pseudo-professores que trabalham pouco, ensinam menos, não aceitam avaliações.
 
Eles aí estão ‘em estágio’. Faz-me lembrar os hooligans quando há uma disputa futebolística em causa. Chegaram pela manhã em autocarros vindos de todo o País, alugados pelo Partido Comunista. Vestem de preto e gritam desalmadamente. Como diz um tal Mário Sequeira, em tom de locutor de circo, “à maior, à mais completa, à mais ruidosa manifestação de sempre que o País viu”.
 
Eu nunca tinha apreciado professores travestidos de operários da Lisnave, como aqueles que cercaram a Assembleia da República, nos anos idos de 1975, com os cabelos desalinhados, as senhoras a fazerem tristes figuras, em nome de nada que seja razoável considerar. Lembro-me bem dos meus professores. Não tinham nada que ver com esta gente. Eram referências para os seus alunos. A maior parte escolheu aquela profissão porque gostava de ensinar. Talvez por isso eram todos licenciados e com um curso (dois anos) de pedagógicas. Aprendi muito com eles e quando dei aulas, no liceu e na universidade, utilizei muitas vezes os seus métodos.
 
Estou-lhes grato para a vida inteira. Hoje as coisas são bem diferentes, embora seja óbvio que estes manifestantes são só uma parte dos professores. Felizmente ainda há milhares de professores (talvez a maioria) que exercem com toda a dignidade a sua profissão. A manifestação é contra uma professora que agora é ministra. Uma ministra sábia, tranquila, dialogante, que fala com uma clareza tal que só os inúmeros boatos, a manipulação e a leitura distorcida do que propõe podem beliscar o que de boa-fé pretende para Portugal. Se reduzirmos à expressão mais simples as suas pretensões tudo se pode resumir assim:
 
– Portugal não pode continuar a pôr cá fora jovens analfabetos, incultos e impreparados, como acontecia até aqui.
 
– Os professores colaboraram com um sistema iníquo que permitia faltas sem limites, baixas prolongadas sem justificação e incumprimento dos programas escolares.
 
– Os professores não são todos iguais. Quero referir-me àqueles que sem nenhuma vocação (com ou sem curso Superior) instalaram um culto madraceirão que ninguém punha em causa nem responsabilizava, mas que estava a matar o ensino.
 
Confesso que tenho vergonha destes pseudoprofessores que trabalham pouco, ensinam menos, não aceitam avaliações e transformaram-se em soldados do Partido Comunista, para todo o serviço. Maria de Lurdes Rodrigues é uma ministra determinada. Bem haja pela sua coragem. Por ter introduzido um sistema de avaliação dos professores, por ter chamado os pais a intervir, por ter fechado escolas sem alunos, por ter prolongado os horários e criado as aulas de substituição, por ter resolvido o problema da colocação dos professores, por ter introduzido o Inglês, por levar a informática aos lugares mais recônditos do País. Estas entre outras medidas já deram frutos. Diminuiu o abandono escolar, os métodos escolares estão a criar alunos mais preparados, os graus de exigência aumentaram. O PCP pode usar a tropa de choque que agora arranjou para enfraquecer o Governo e utilizar as suas artes de manipulação e demagogia até a exaustão. Mas creio que a reforma tem de se fazer, a bem do País. É absolutamente nítido que os professores não têm razão. E os estúpidos do PSD que se aliaram ao PCP perderam o tino de vez, porque Portugal não pode parar mais. Espero ver Luís Filipe Menezes à cabeça da manifestação contra os interesses do País. 
 
Por falar em resumir:
 
- Portugal está a incrementar, como nunca, o número de jovens analfabetos, incultos e impreparados! A guerra das estatísticas e dos números tudo justifica e só quem vive noutro mundo pensa que as medidas da ministra vão, de facto, melhorar o produto das nossas escolas!
 
- Agora, os professores colaboram com um sistema grosseiro, que permite as faltas dos alunos sem limites! As baixas prolongadas vão continuar, porque os atestados médicos podem ser passados a gosto. Com ou sem justificação. E os programas escolares vão continuar a não ser cumpridos em muitos casos, porque são tão extensos como quando as disciplinas tinham mais tempos lectivos do que hoje, e, principalmente, porque, em média, uma aula de 90 minutos se divide em 45 minutos de matéria e 45 minutos de combate à indisciplina e à falta de educação.
 
- Os professores não são todos iguais, de facto. Os que não têm nenhuma vocação, que instalaram um culto qualquer que desconheço e que nós próprios pomos em causa, não são bem vindos nesta profissão. O facto de serem poucos, felizmente, não afecta o ensino nacional ao ponto de o matar. Mas dão má imagem e não os queremos entre nós.
 
- A manifestação não é contra uma professora que agora é ministra. Maria de Lurdes Rodrigues não era professora do ensino básico nem do ensino secundário, logo não conhece a realidade de uma escola portuguesa, logo não é uma de nós, logo não conhece os problemas que afectam a qualidade do nosso ensino nem quer conhecer, logo o que quer que invente não vai ter consequências práticas para a resolução dos problemas.
 
- O PCP deve estar perplexo com a quantidade exorbitante de professores comunistas. Cerca de metade dos professores portugueses são comunistas. Os que simpatizam com os outros partidos ficaram em casa. Extrapolando para a sociedade, cerca de metade da população é comunista. A menos que esta profissão seja um pólo fantástico de atracção de comunistas, mais ainda que no caso dos operários metalúrgicos.
 
- Emídio Rangel é, de caras, ceguinho, com o devido respeito. Não vê que o abandono escolar não diminuiu, mas que, na verdade, há é menos alunos a sair oficialmente da escola – a partir do momento em que as escolas têm ordens expressas para as faltas não serem tidas em conta, é óbvio que o “abandono” baixa.
 
- Os métodos escolares, que a sociedade ainda não percebeu quais são, estão a criar alunos mais mal preparados, como consequência lógica da diminuição drástica dos graus de exigência. Daqui a uns anos, talvez este senhor e o resto da sociedade acorde e descubra que a maior parte dos alunos com o 12º ano têm as mesmas competências e os mesmos conhecimentos que um aluno com o 6º ano ou, no melhor dos casos, com o 9º ano.
publicado por pedro-na-escola às 07:56
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Domingo, 9 de Março de 2008

CONFAP reage a insultos e acusações torpes

A CONFAP, Confederação Nacional das Associações de Pais, convocou esta CONFERÊNCIA DE IMPRENSA para esclarecer os comentários pérfidos que surgiram com maior virulência após o XXXIII Encontro Nacional das Associações de Pais, realizado dia 1 de Março, em Gondomar, visando os actuais órgãos sociais e, em particular, o presidente do Conselho Executivo desta Confederação.
 
Está a decorrer uma campanha na Internet, através de email’s e blogs, que contêm acusações pessoais e insultuosas contra os representantes da Confederação. A CONFAP acredita que esta campanha tem interesses político-partidários unicamente interessados na desestabilização social do país e por isso mesmo quer esclarecer a Opinião Pública.
 
Para além de várias mensagens insultuosas, quer enviadas por e.mail para a CONFAP, quer publicadas em blogs, numa linguagem que se caracteriza pela ausência dos princípios democráticos da liberdade de opinião, pelo desrespeito da instituição e por uma manifesta má-educação, uma delas, em particular, contém acusações demasiado graves que põem em causa não só o bom nome da CONFAP como o do seu actual presidente, Albino Almeida, e por isso mesmo a denunciamos e estamos a tratar com o nosso advogado a apresentação de queixa-crime.
 
Trata-se de uma meia verdade que pretende impor-se como verdade absoluta. A CONFAP, como muitas outras instituições, recebe subvenções do Estado, ao abrigo de um protocolo assinado entre esta Confederação e o Ministério da Educação, em 1996 – ver em www.confap.pt/confap.php?pagina=mineducacao. No mesmo link pode-se ver o modelo de financiamento e, em www.confap.pt/paginaap.php?pagina=76 pode-se consultar como essas verbas são gastas. Estando essas subvenções publicadas em Diário da República, foi feita uma colagem das últimas transferências, divulgando-as na Internet com o comentário insidioso que se tratava de pagamento de salário do presidente da CONFAP, querendo com esta mentira fazer passar a mensagem como verdadeira. Vejamos uma transcrição do blog http://ensinarnaescola.blogspot.com/:
 
'Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720). Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (pág. 30115). Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra. Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida? Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro. O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos).' É urgente difundir este post (até porque é verdadeiro, fui mesmo confirmar os diários da república em questão) ao maior número possível de portugueses, para verem bem onde este governo gasta o dinheiro do povo.'
 
Ou mensagem idêntica através de e.mail anónimo:
'O senhor recebeu através dos impostos pagos pelos contribuintes 38 717,5 euros no dia 8 de Setembro de 2006; 38 717,5 euros no dia 11 de Dezembro de 2006 (deve ter sido o subsídio de Natal) como se poder ler no Diário da República, 2ª Série, número 109 de 6 de Junho de 2007 (página 15720), como atesta a primeira fotografia deste post. Mas o grande líder da CONFAP não se ficou por aqui, porque em 19 de Abril de 2007 recebeu qualquer coisa como 39 298,25 euros como consta no Diário da República, 2ª Série, número 201 de 18 de Outubro de 2007 (página 30115), como atesta a segunda fotografia deste post.'
 
Ora, em 8 de Setembro de 2006, a 11 de Dezembro de 2006 e a 19 de Abril de 2007, Albino Almeida não fazia parte dos órgãos sociais da CONFAP, cuja presidência era ocupada por Maria José Viseu... E, em 1996, quando o protocolo foi assinado, Albino Almeida nem sequer fazia parte da CONFAP. Sobre uma meia verdade constrói-se uma grande e grosseira mentira, com o único objectivo de denegrir uma instituição e os seus dirigentes, em particular o seu presidente.
 
A CONFAP e o Movimento Associativo de Pais não se deixam vergar por uma das mais virulentas campanhas de que foi alvo, com o propósito de lhe diminuírem a sua capacidade de intervenção e influência, a sua firme independência a poderes políticos e partidários, mantendo a sua unidade na diversidade das opiniões e sensibilidades de todos os pais, sendo certo que o que nos une é a garantia de uma Educação de Qualidade que promova o futuro dos nossos filhos.
 
Repudiamos, também, a acusação de colagens ao poder político. Somos uma instituição responsável, livre e autónoma, que procura o diálogo com todos os parceiros sociais, de modo a alcançarmos os fins a que estatutariamente nos propusemos. Fazemos propostas, aprovámos a nossa agenda educativa, criticamos o que temos a criticar, apoiamos e aplaudimos o que temos a aplaudir, seja qual for o Governo da nação ou a Câmara Municipal. Sempre assim o fizemos, o fazemos e o faremos. Porque essa é a nossa postura institucional, porque não somos um sindicato ou um partido, porque não fazemos parte de forças de bloqueio, não somos do contra nem da oposição, não somos partidários do bota-abaixo, do criticismo, da maledicência tão nefastamente típicas ainda de muitos portugueses. Acreditamos nas virtudes da democracia e no sadio entendimento das instituições.
 
Por isso mesmo, em Gondomar, no nosso XXXIII Encontro Nacional, demos uma clara mensagem ao país que somos pela sustentabilidade social e fizemos a nossa declaração de princípios de serenidade nas escolas, subscrevemos totalmente a mensagem do Senhor Presidente da República, proferida nessa mesma manhã. Podem também acusar-nos de colagem ao Senhor Presidente da República, o que só nos poderá honrar, mas de desonestidade moral, de desrespeito pelas instituições, de trairmos os nossos filhos isso nunca nos acusarão.
 
Estamos firmes na defesa da Escola Pública, por uma Educação de Qualidade e por novo paradigma para a Escola Portuguesa, que garantam o sucesso escolar e o futuro do Portugal Democrático.
 
Vila Nova de Gaia, 4 de Março de 2008
 
Em http://www.confap.pt
 
E em http://ensinarnaescola.blogspot.com/: “Este blogue está aberto apenas a leitores convidados”. Ora bolas!
 
Ó senhor CONFAP, o pessoal quer é paz e sossego! Desestabilizado já está o país!  Democracia? Viva Salazar e o novo modelo de gestão quase sem eleições? Enfim…
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publicado por pedro-na-escola às 22:18
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'Our schools aren't factories'

(a nossa ministra apanhou esta mania da teimosia autista lá fora… ou lá fora é que aprenderam com a nossa ministra?)
 
Teachers accuse education body of using 'failed policies'
 
A leading teachers' union today strongly criticised Northern Ireland's hard-hitting proposed new school improvement policy, claiming it was produced "without one iota of consultation" with teachers' representatives.
 
Delegates at the Irish National Teachers Organisation's northern conference in Newry's Canal Court Hotel were told that the "preoccupation with testing, data, statistics and league tables" was contributing to the problem of thousands of pupils leaving school every year without basic literacy and numeracy skills.
 
Mary Cahillane, chair of INTO's northern committee, said: "The preoccupation with trying to improve statistics is not improving and will not improve the standard of education.
 
"INTO will vigorously oppose the written publication and gradation of schools on a 1-6 performance level basis as proposed by the Education and Training Inspectorate and enshrined in Every School a Good School."
 
Ms Cahillane described the Government document as "draconian".
 
"All the worst features of the failed UK policies such as special measures, the blame and sack teachers culture, sacking principals, sacking governors, closing schools are all contained in Every School a Good School. And it contains the double whammy of double inspections.
 
"Every proposal in the policy document is to be measured in data, comparisons, statistics, inputs and outputs. It is the antithesis of what education is about.
 
"Schools are not factories, pupils are not products. Teachers are not accountants. Education is not a commodity and it is not for sale at the cheapest price for the crudest, data-driven yardstick. "
 
Education Minister Caitriona Ruane announced details of the Every School a Good School policy last month. She described it as "a new, pupil-centred policy with equality and improvement at its heart".
 
Meanwhile, the INTO has also supported the Irish Congress of Trade Unions' call for a pause to the review of public administration process in education. The new Education and Skills Authority is due to replace the five education boards from April 2009.
 
"We are going too fast," Ms Cahillane claimed. We are not opposed to change but we are opposed to change at breakneck speed and without meaningful consultation. We are confronting massive change, overhauling an entire education system in the space of 18 months, introducing a new curriculum in the space of two years and rationalizing wholesale into the future."
 
in http://www.belfasttelegraph.co.uk
 
(18 meses? Que é isso? Em Portugal é aos vinte dias…)
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publicado por pedro-na-escola às 18:55
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Discalculia

Discalculia (não confundir com acalculia) é definido como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas.
in http://pt.wikipedia.org
 
Um dos sintomas potenciais é (quem diria?) a dificuldade em julgar a passagem do tempo.
 
Vem isto a propósito de uma investigação à qual eu me gostaria de dedicar, se não tivesse mais nada para fazer na vida. Investigar os motivos do ódio de estimação que a Ministra da Educação tem pelos professores do Ensino Básico e do Ensino Secundário. As declarações - a quente - da ministra, a propósito da manifestação de professores, no 8 de Março de 2008, em Lisboa, onde estiveram concentrados pelo menos 85 mil professores, foram como que um toque nos sinos.
 
Cem mil professores é “irrelevante”, disse ela. Bastavam mil insatisfeitos para ela já ficar preocupada, acrescentou. Junte-se os prazos para implementação do modelo de avaliação do desempenho (vinte dias e outros mimos) e o lançamento de legislação a meio do ano lectivo para aplicação imediata. E a ordem expressa para as escolas ignorarem, por completo, as faltas dos alunos, mesmo que às semanas inteiras, com ou sem novo Estatuto do Aluno. Junte-se a obsessão pelas estatísticas, apenas pelos números, sem cuidar se estes trazem consigo qualidade ou competências. Embora pouco conhecida, o Ministério da Educação tem outra obsessão camuflada: a do número de salas de aula de cada escola (semana sim, semana não, a minha escola é contactada para indicar quantas salas tem!).
 
Isto já entra no campo da má língua, que fica mal a qualquer um, mas não resisto: Maria de Lurdes Rodrigues sofre de discalculia e, na sua infância e adolescência, isso ter-lhe-á provocado dissabores com os seus vários professores. Hoje, como Ministra da Educação, tem a oportunidade da vida dela para se vingar do passado. E está a aproveitar bem!
publicado por pedro-na-escola às 15:36
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O SIADAP e a ADD

Isto de fazer parte do Conselho Executivo de uma escola dá um certo jeito para conhecer por dentro certos pormenores.
 
Recentemente vimo-nos às voltas com a avaliação dos nossos funcionários, relativamente a 2007, e com a preparação do processo de avaliação para 2008, segundo o novo modelo, o SIADAP3 (Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública), iluminadíssimo pela Lei n.º 66 -B/2007 e pela Portaria n.º 1633/2007.
 
Depois de esbracejar um pouco pelas páginas de legislação, saltam à vista algumas semelhanças com o modelo de avaliação do desempenho docente (ADD) que a ministra e a sua equipa inventou.
 
1. A complexidade
Lê-se e relê-se a legislação e fica-se sempre com dúvidas e incertezas. Aparece terminologia a que não estamos habituados, tomada pelos autores como se fosse o B-A-BÁ. São conceitos teóricos que se desconhecem e que não se explicam. No fim, fica-se com uma interpretação pouco convicta daquilo que os legisladores poderão querer com o modelo e com os conceitos. Vamos tentar adaptar e implementar da forma como entendemos, embora estejamos pouco certos daquilo que fazemos. O modelo para os docentes, quando comparado, e na minha humilde opinião, é sobejamente mais complexo, envolvendo muitos mais factores e muitas mais variáveis dificilmente mensuráveis.
 
2. A falta de formação
Para este modelo do SIADAP, atirado sem cuidado para cima das instituições, não há formação. Inventa-se, legisla-se e atira-se. Avaliar o desempenho de um profissional exigirá formação, suponho. Se fosse coisa fácil, não haveria especialistas na matéria, como aquele que discursou num Prós e Contras sobre avaliação dos professores. Para tentar reduzir a margem de erro na nossa interpretação, liguei para a DGAEP – Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público, a pedir que alguma alma caridosa pudesse prestar esclarecimentos. Não podia. A resposta foi breve e seca: não há centro de atendimento nem esclarecimento de dúvidas para o SIADAP; se quiser, é enviar um e-mail com a dúvida para os juristas poderem responder. Obrigado.
 
3. As quotas
Também há quotas para o “Muito Bom” e para o “Excelente”. O modelo para os professores parece mesmo chapado do SIADAP, com a única diferença de este último ser mais transparente, porque não envolve factores patéticos como o insucesso e o abandono. Ora, o conceito de quotas na avaliação já é, em si, sintoma de uma deformação completa do conceito de avaliar. Aos olhos do comum cidadão, é como só poder haver dois alunos com média de vinte numa escola, implicando que, a haver um terceiro, há que aldrabar as notas de um deles para que já não tenha vinte e assim não colida com a quota. Toda a gente percebe que não podem entrar todos os alunos em Medicina, mas, por causa disso, há uma ordenação e só entram os que tiverem melhores notas, mas não se pode mexer nas notas dos jovens. E foi isso que tivemos que fazer com a avaliação dos nossos funcionários: aldrabar. Aldrabar em função as quotas. Ou seja, dão-se e tiram-se pontos daqui e dacolá, para ajustar as pontuações finais e não ultrapassar as quotas. Deixamos de avaliar, de facto, e passamos a fazer uma reles engenharia de números. Queríamos distinguir as prestações de alguns deles, que se destacam claramente e pela positiva, mas não podemos, porque há limites impostos; se só podemos dar dois “Muito Bom” e temos três funcionários que se destacam claramente de todos os outros, teremos de deixar de fora um deles, que está ao mesmo nível dos outros dois. Acabámos por fazer aquilo que já é hábito na função pública e que não deixa de nos repudiar: correr toda a gente a “Bom” e tocar para a frente. É isso que nos espera? Teremos as nossas avaliações aldrabadas por causa das quotas impostas?
publicado por pedro-na-escola às 07:14
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Sábado, 8 de Março de 2008

Os burros e os parasitas

Para o João (nome fictício), este é o primeiro ano como professor no ensino básico, colocado numa escola de uma cidade do centro do país. Outro dia, enviei-lhe por SMS o link para este meu blog. Resposta pronta, na volta das ondas:
 
O problema está na classe docente. Tem burros e parasitas a mais. Não há nada a fazer. O medo é a palavra de ordem. Na maioria dos casos é bem feito o que vai acontecer.”
 
Continuamos com um problema sério de imagem!
 
Não consegui perceber com clareza com base em quê ele fez este breve e agressivo apontamento, mas não deve ter por base as nuvens ou o pão-de-ló. É, convenhamos, uma ideia partilhada por muitas pessoas – incluindo, como se constata, professores. E essa imagem ajuda a que pessoas como José Sócrates e a sua ministra da educação consigam triunfar na implementação de políticas educativas como as que nos têm atirado para cima.
 
Parece-me bem que se identifiquem os “burros” e os “parasitas”. Parece-me bem que estes tenham medo. Resta saber, em concreto, o que é um “professor burro” e um “professor parasita”. Que critérios assistem à distinção entre os que são e os que não são? Estamos a falar de quantos? Que percentagem? Serão assim tantos que se lhes possa atribuir a culpa da ineficácia do sistema educativo que temos? Quantos destes existem na escola do João? Como é que ele tirou as medidas? Quais são os casos mais escandalosos? Esta posição radical é feita com base nos colegas de agora, ou nos professores por cujas mãos passou?
publicado por pedro-na-escola às 08:00
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Ena, tantos deveres

Afinal, eles existem! No fantástico Estatuto da Carreira Docente. Assim como que a correr, contei 31. Podem parecer muitos, mas, a bem dizer, dariam origem a uma grelha de avaliação legalmente bem suportada e completamente transparente.
 
Transcrição do ECD…
 
Artigo 10.º
Deveres gerais
1 -O pessoal docente está obrigado ao cumprimento dos deveres estabelecidos para os funcionários e agentes da administração pública em geral.
2 -O pessoal docente, no exercício das funções que lhe estão atribuídas nos termos do presente Estatuto, está ainda obrigado ao cumprimento dos seguintes deveres profissionais:
a) Orientar o exercício das suas funções pelos princípios do rigor, da isenção, da justiça e da equidade;
b) Orientar o exercício das suas funções por critérios de qualidade, procurando o seu permanente aperfeiçoamento e tendo como objectivo a excelência;
c) Colaborar com todos os intervenientes no processo educativo, favorecendo a criação de laços de cooperação e o desenvolvimento de relações de respeito e reconhecimento mútuo, em especial entre docentes, alunos, encarregados de educação e pessoal não docente;
d) Actualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida, de desenvolvimento pessoal e profissional e de aperfeiçoamento do seu desempenho;
e) Participar de forma empenhada nas várias modalidades de formação que frequente, designadamente nas promovidas pela administração, e usar as competências adquiridas na sua prática profissional;
f) Zelar pela qualidade e pelo enriquecimento dos recursos didáctico-pedagógicos utilizados, numa perspectiva de abertura à inovação;
g) Desenvolver a reflexão sobre a sua prática pedagógica, proceder à auto-avaliação e participar nas actividades de avaliação da escola;
h) Conhecer, respeitar e cumprir as disposições normativas sobre educação, cooperando com a administração educativa na prossecução dos objectivos decorrentes da política educativa, no interesse dos alunos e da sociedade.
 
Artigo 10.º – A
Deveres para com os alunos
Constituem deveres específicos dos docentes relativamente aos seus alunos:
a) Respeitar a dignidade pessoal e as diferenças culturais dos alunos valorizando os diferentes saberes e culturas, prevenindo processos de exclusão e discriminação;
b) Promover a formação e realização integral dos alunos, estimulando o desenvolvimento das suas capacidades, a sua autonomia e criatividade;
c) Promover o desenvolvimento do rendimento escolar dos alunos e a qualidade das aprendizagens, de acordo com os respectivos programas curriculares e atendendo à diversidade dos seus conhecimentos e aptidões;
d) Organizar e gerir o processo ensino-aprendizagem, adoptando estratégias de diferenciação pedagógica susceptíveis de responder às necessidades individuais dos alunos;
e) Assegurar o cumprimento integral das actividades lectivas correspondentes às exigências do currículo nacional, dos programas e das orientações programáticas ou curriculares em vigor;
f) Adequar os instrumentos de avaliação às exigências do currículo nacional, dos programas e das orientações programáticas ou curriculares e adoptar critérios de rigor, isenção e objectividade na sua correcção e classificação;
g) Manter a disciplina e exercer a autoridade pedagógica com rigor, equidade e isenção;
h) Cooperar na promoção do bem-estar dos alunos, protegendo-os de situações de violência física ou psicológica, se necessário solicitando a intervenção de pessoas e entidades alheias à instituição escolar;
i) Colaborar na prevenção e detecção de situações de risco social, se necessário participando-as às entidades competentes; e
j) Respeitar a natureza confidencial da informação relativa aos alunos e respectivas famílias.
 
Artigo 10.º – B
Deveres para com a escola e os outros docentes
Constituem deveres específicos dos docentes para com a escola e outros docentes:
a) Colaborar na organização da escola, cooperando com os órgãos de direcção executiva e as estruturas de gestão pedagógica e com o restante pessoal docente e não docente tendo em vista o seu bom funcionamento;
b) Cumprir os regulamentos, desenvolver e executar os projectos educativos e planos de actividades e observar as orientações dos órgãos de direcção executiva e das estruturas de gestão pedagógica da escola;
c) Co-responsabilizar-se pela preservação e uso adequado das instalações e equipamentos e propor medidas de melhoramento e remodelação;
d) Promover o bom relacionamento e a cooperação entre todos os docentes, dando especial atenção aos que se encontram em início de carreira ou em formação ou que denotem dificuldades no seu exercício profissional;
e) Partilhar com os outros docentes a informação, os recursos didácticos e os métodos pedagógicos, no sentido de difundir as boas práticas e de aconselhar aqueles que se encontrem início de carreira ou em formação ou que denotem dificuldades no seu exercício profissional;
f) Reflectir, nas várias estruturas pedagógicas, sobre o trabalho realizado individual e colectivamente, tendo em vista melhorar as práticas e contribuir para o sucesso educativo dos alunos;
g) Cooperar com os outros docentes na avaliação do seu desempenho; e
h) Defender e promover o bem-estar de todos os docentes, protegendo-os de quaisquer situações de violência física ou psicológica, se necessário solicitando a intervenção de pessoas e entidades alheias à instituição escolar.
 
Artigo 10.º – C
Deveres para com os pais e encarregados de educação
Constituem deveres específicos dos docentes para com os pais e encarregados de educação dos alunos:
a) Respeitar a autoridade legal dos pais ou encarregados de educação e estabelecer com eles uma relação de diálogo e cooperação, no quadro da partilha da responsabilidade pela educação e formação integral dos alunos;
b) Promover a participação activa dos pais ou encarregados de educação na educação escolar dos alunos, no sentido de garantir a sua efectiva colaboração no processo de aprendizagem;
c) Incentivar a participação dos pais ou encarregados de educação na actividade da escola, no sentido de criar condições para a integração bem sucedida de todos os alunos;
d) Facultar regularmente aos pais ou encarregados de educação a informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens e o percurso escolar dos filhos, bem como sobre quaisquer outros elementos relevantes para a sua educação; e
e) Participar na promoção de acções específicas de formação ou informação para os pais ou encarregados de educação que fomentem o seu envolvimento na escola com vista à prestação de um apoio adequado aos alunos.
publicado por pedro-na-escola às 08:15
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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Os deveres dos professores

Enquanto passava rapidamente os olhos pelo placard da sala de professores, o Sérgio, que fazia o mesmo. E soltou este desabafo: não sei para que é esta confusão toda da avaliação; bastava avaliar o cumprimento dos deveres dos professores!
 
Não está nada mal pensado, pois não. De repente, não me ocorre onde poderão estar explícitos esses deveres, mas, a haver, poderia ser o ponto de partida e de chegada para eventuais grelhas de avaliação do desempenho dos docentes, metendo no saco do lixo tudo o que diga respeito ao Decreto Regulamentar n.º2/2008.
 
A partir daí, não faria sentido o levantamento de qualquer voz de indignação pela pressuposta falta de avaliação dos senhores professores. Remédio santo!
publicado por pedro-na-escola às 07:15
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