Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Tudo o que quer saber - parte 1

Comentário:
“Pois eu acho que sim, os professores devem ser avaliados e pagos conforme o seu desempenho, porque não se admite que os alunos portugueses estejam tão baixos nas médias dos países desenvolvidos... é uma vergonha e eu não acredito que as nossas crianças sejam menos inteligentes que as outras. Muitos professores e outros funcionários públicos só querem regalias... e trabalho, devagar com ele...”
Maria da Luz
 
Esclarecimento:
Folgo saber que acha que os professores devem ser avaliados e pagos conforme o seu desempenho. Resta saber o que quer dizer com “conforme o seu desempenho” e como é que isso se pode trocar por miúdos e converter em moedas. E também fico contente por achar que não se admite que os alunos portugueses ah e tal estejam cá no fundo da tabela. Não se admite, mas é essa a realidade. De facto, as nossas crianças não são menos inteligentes que as dos outros países, embora a classe política pareça resignar-se com esse falso pressuposto. O mais escandaloso disto tudo, de toda esta situação de fundo-da-tabela, é que estamos perante um país que desperdiça descaradamente um potencial intelectual enorme. Os nossos alunos – crianças e jovens – são, na sua maioria, inteligentes. Se a escola pudesse fazer aquilo para que existe – ensinar, educar, formar -, então, o nosso país em pouco tempo dispararia por ali acima, na tabela comparativa entre países. Mais, tabelas à parte, o país treparia em muitos aspectos, a começar pela malfadada produtividade de que tantos se queixam. Infelizmente, a escola portuguesa não existe para ensinar, educar e formar. Existe, para que os alunos a frequentem, mesmo que nada aprendam, mesmo que por lá ganhem todos os vícios, para que meia dúzia de pseudo-sumidades possam ir ao estrangeiro abanar a bandeirinha esfarrapada da escola inclusiva a vermelho e verde. É um desperdício descomunal! A saída do nosso país da “cauda da Europa” depende, única e exclusivamente, daquilo que a escola portuguesa conseguir fazer. E quem decide o que a escola portuguesa faz, é o Estado, personificado na pessoa do governo. Os professores, são apenas paus mandados. Quanto a os professores só quererem regalias e pouco trabalho… presumo que a senhora viva num mundo à parte, onde os trabalhadores não querem regalias para nada e adoram matar-se a trabalhar…
publicado por pedro-na-escola às 22:29
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2 comentários:
De saltapocinhas a 23 de Fevereiro de 2008 às 22:39
parabéns pedro!
adorei o teu blog!
vim aqui parar porque recebi um mail com o teu texto do professor joão.
fenomenal.
mas, infelizmente há por aí muitos "professores joão"!!


De pedro-na-escola a 24 de Fevereiro de 2008 às 14:05
Por haver por aí muitos professores destes, é que nós, professores no geral, queremos ser avaliados. Mas sermos avaliados por aqueles que nos dão má imagem?... Claro que não!


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