Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

A bela reunião

Na comunicação social, a propósito da reunião de José Sócrates com professores socialistas:
De acordo com um dos presentes na reunião, uma das 30 intervenções foi de um militante que declarou a José Sócrates que muitos dos professores que votaram no PS em Fevereiro de 2005 não o fariam neste momento. Segundo o mesmo socialista, Sócrates respondeu que não estava a trabalhar para as corporações, mas para o país e que o país precisa das medidas que o Governo está a tomar. Outro militante presente na reunião relatou que o secretário-geral do PS assinalou que não governa para obter simpatia e que não está preocupado em obter simpatias.”
Ao socialista militante que se descuidou com o comentário sobre os votos, desde já os meus sentimentos, porque a sua carreira como militante já se foi, e a de professor (caso se aplique) deve ir a caminho.
A José Sócrates, tenho a dizer que é óbvio que não trabalha para corporações, mas, sim, para o país. Escusa de dizer que o quadrado tem quatro lados, fica-lhe mal e dá um ar de parolo. Daí até o país precisar das medidas que o Governo está a tomar, isso já é um grande abuso de linguagem e uma barrigada de presunção. O país precisa de muitas mudanças, sim, mas se as mudanças são para melhor ou para pior, isso já ficará para a História julgar.
Mais, sobre simpatias (ou a falta delas), elas traduzem o reconhecimento da pertinência e eficácia das medidas tomadas. Medidas patéticas, especialmente as que escondem objectivos pouco dignos, não colhem simpatias, obviamente. Cortar em tudo e em todos, cegamente, esbanjando depois em ordenados escandalosos de directores e gestores e administradores e outras coisas acabadas em “ores”, ou em aeroportos e comboios de alta velocidade, não colhe simpatias. Usar publicamente como bode expiatório aqueles que mais não fazem do que cumprir com ordens superiores, não colhe simpatias. Demonstrar incompetência profissional, lançando novidades mal preparadas e mal legisladas, que levantam imediatamente milhentas dúvidas na sua aplicação prática, não colhe simpatias. Apostar no extremo da tolerância e do facilitismo, olhando apenas a números, preferindo a quantidade em detrimento da qualidade, quando deveria ser o inverso, não colhe simpatias.
Aliás, deveria governar precisamente para colher simpatias! Se as colhesse, era sinal que povo estava satisfeito com a sua obra e que o país tinha evoluído em todos os quadrantes.
publicado por pedro-na-escola às 08:43
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