Terça-feira, 18 de Maio de 2010

O segredo do sucesso nas Provas de Aferição

Em conversa com os meus colegas de Matemática do 2º ciclo, há um comentário que reúne consenso: os critérios de classificação da Prova de Aferição de Matemática do 2º Ciclo de 2010 estão feitos para aproveitar tudo (ou quase).

 

No ano passado, ao corrigir exames nacionais do 9º ano de Matemática, fiquei com a sensação nítida de que os resultados, a nível global, seriam ditados mais pelos critérios de classificação do que pelo grau de dificuldade do exame em si. Estatisticamente, é possível fazer uma previsão do impacte que determinado critério pode ter nos resultados nacionais.

 

Nas Provas de Aferição deste ano, parece que aumentou o leque de disparates passíveis de pontuarem a favor do aluno. Na minha opinião, era bom que a Sociedade Portuguesa de Matemática e a Associação de Professores de Matemática se pronunciassem sobre os critérios de classificação, depois de uma análise cuidada dos mesmos, em vez de se ficarem apenas pelos comentários sobre a prova em si. Porque, a bem dizer, há critérios que deixam qualquer professor de Matemática a reflectir sobre o que anda a fazer nas suas aulas...

 

Jamais me esquecerei da visão do GAVE sobre os “erros de simpatia”:  1/2=2 é pontuado como completamente correcto, por ter sido, obviamente, um descuido de escrita de um aluno, e não um conceito matemático errado.

 

Outro comentário, de um professor classificador das Provas de Aferição de Matemática, recai sobre a escrita da língua materna. Pois, porque, apesar de a prova ser de Matemática, ainda exige que se escrevam umas quantas frases em bom português. O “bom” é que parece que ficou de fora das prestações de muitos alunos. Demasiados alunos. E isso dá que pensar, sobre a Prova de Aferição e o Exame Nacional de “Língua Portuguesa”, que fecham os olhos ao exercício mais elementar da nossa língua: escrever decentemente. 

 

publicado por pedro-na-escola às 17:12
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