Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Mais uma do mestre das palhaçadas

Valter Lemos assinou a Portaria n.º 1317/2009 (de 21 de Outubro), estabelece um regime transitório de avaliação de desempenho dos membros das direcções executivas, comissões executivas instaladoras, directores, subdirectores e adjuntos, e directores dos centros de formação. Diz-me directamente respeito, por ter feito parte do conselho executivo da minha escola.

 
Uma autêntica palhaçada em 12 artigos. Intragável, na leitura. Intragável, no conceito.
 
A avaliação do desempenho dos docentes abrangidos pela presente portaria é efectuada mediante a ponderação do seu currículo”. Como se eu me estivesse a candidatar a um emprego.
 
Doutoramento ou mestrado corresponde a 5 pontos; Licenciatura corresponde a 4 pontos; Bacharelato corresponde a 3 pontos”. Podiam ter avisado antes, que assim eu tinha ido a correr fazer um Mestrado à pressão e já marchava mais um pontinho!
 
Mais de seis anos como membro do órgão de gestão e administração, seguidos ou interpolados, corresponde a 5 pontos”. Lá está, a mesma onda do concurso para Titulares. O tempo é que dá pontos e não o desempenho.
 
Agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas que, para além de ministrarem o ensino regular, tenham promovido, organizado e procedido à criação de cursos profissionais ou CEF, atribuição de 4 pontos”. Vá lá, 4 pontos para a malta.
 
Ter o agrupamento de escolas/escolas não agrupadas sido sujeito a avaliação externa e obtido, no domínio liderança, classificação igual ou superior a Bom, atribuição de 5 pontos”. Pronto, 5 pontos para quase toda a gente. Excepto os que não tiveram avaliação externa, que até nem sabiam que isso dava pontos na avaliação de desempenho.
 
Estou com algumas dificuldades em encontrar a parte do “desempenho” no meio disto tudo, mas, enfim.
 
É porreiro ser-se avaliado por um determinado período de tempo, sem saber com que regras e com que critérios... não é?
 
Esta portaria é uma palhaçada, com o único objectivo de remendar mais uma asneira. Saiu outra asneira, mas, convenhamos que, melhor que isto, não seria de esperar. 
publicado por pedro-na-escola às 16:58
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6 comentários:
De ANA a 21 de Outubro de 2009 às 22:45
Ana Gralheiro disse...
RELATIVAMENTE A:
6 — Para efeitos do disposto em cada uma das subalíneas
da alínea anterior, o peso percentual ali referido é
calculado de acordo com a seguinte pontuação:
a) Subalínea i):
i) Mais de seis anos, atribuição de 5 pontos;
ii) Mais de três e até seis anos, atribuição de 4 pontos;
iii) Período de tempo correspondente a três anos, atribuição
de 3 pontos;
iv) Período de tempo inferior a três anos, atribuição de
2 pontos;
Considero que os Directores que desempenharam o cargo nos ultimos 4 anos deveriam ter cotação máxima: "apanharam" com todas as mudanças que se conhecem.
Por outro lado, esta avaliação não premeia que se dedicou à Escola, deixando para trás os mestrados e doutoramentos... alguns até iniciados, mas a "absorvência" do cargo não permitiu a sua conclusão.
Sou Directora e vou ter Regular.
Na minha Escola NENHUM professor foi avaliado abaixo de BOM.


ENFIM...
Não nasci para mártir, por isso equacionarei a minha demissão.

--


De pedro-na-escola a 22 de Outubro de 2009 às 00:19
Do princípio ao fim, nada disto da avaliação-faz-de-conta de desempenho faz qualquer sentido... incrível!


De gi a 4 de Novembro de 2009 às 22:55
http://educar.wordpress.com/2009/10/21/a-avaliacao-dizem-que-transitoria-dos-orgaos-de-gestao/#comments
sobre a senhora directora, var #15


De ANA GRALHEIRO a 30 de Janeiro de 2010 às 02:30
Caro GI:
Embora lhe custe sair do anonimato, toda a gente que vc é.
Sabe como se chamam as pessoas que utilizam o anonimato apenas para colocar em causa o bom nome e a honra dos outros?

Tem medo de quê?
ANA GRALHEIRO


De gi a 4 de Novembro de 2009 às 23:01
Assim é melhor

Quem se candidatou a director sabe no que se meteu… ou não? Há realmente alguns que só lá estão … porque não sabem fazer outra coisa… por exemplo, dar aulas. Agora queixam-se? De quê? A única directora que comentou o post (ver comentário 5 de Ana, de apelido Gralheiro), dilecta apoiante de Sócrates, diz que os que exerceram o cargo nos últimos 4 anos devem ter a pontuação máxima… Será porque foi o tempo em que a dita exerceu cargos de gestão? “Dedicação à escola”, “absorvência”? É fácil falar quando se é director e se chega todos os dias à escola à 1 da tarde… para sair às 5. Vai ter regular? É muito. Os professores da escola tiveram “Bom” ou mais? Sim. Os “excelente” e “muito bom” ficaram guardados para os membros de órgãos de gestão (por exemplo do Conselho geral…), assessores, coordenadores de escola… nomeados pela directora. Não nasceu para “mártir”? Parece ser um papel que desempenha muito bem. Demissão? Com certeza, porque não? Seria uma coisa decente… ir dar aulas.
De resto, há pelo menos duas coisas em quem há inovação desta sra. directora: foi a primeira a promover eleições para director a nível nacional; foi a primeira a exigir aos professores que entregassem objectivos individuais para 2009/10 (já foram entregues).
O modelo de gestão é mais uma peça do puzzle a desmantelar. Para além do ECD e do modelo de avaliação… Estou como reb: este país aniquila os profissionais mas paga sempre bem o servilismo e o clientelismo.



De pedro-na-escola a 5 de Novembro de 2009 às 23:29
Parece que há uma onda de ódio pela figura do Director. Lamento não partilhar dessa onda, e não é por ser actualmente adjunto de um. É porque, na minha escola, não há um Director com tiques de ditador, de gazeteiro ou irresponsável. Antes pelo contrário. Tal como, certamente, em muitas outras escolas.


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