Domingo, 18 de Outubro de 2009

Um desafio dos rankings a que ninguém se atreve

Sim, ainda os rankings, porque o jornal Público ainda agora publicou o seu ranking para o povo degustar.
 
O desafio que aqui proponho, mas ao qual ninguém se atreveria, é muito simples: uma troca directa, e sem excepções, de todos os alunos, entre duas escolas – uma no topo do ranking e outra no fundo. Preferencialmente entre uma privada do topo e uma pública do fundo.
 
Perante o desafio, gostaria de conhecer as reacções de vários intervenientes.
 
Os pais dos alunos da escola privada do topo do ranking
Pânico? Afinal de contas, os meninos não se iriam misturar com a “escumalha” que não quer nem deixa aprender. Só mudariam as instalações e os professores. O factor “professores” teria peso? Ou nem por isso? Sempre há aquele mito de que os professores das escolas privadas trabalham muito mais do que os das escolas públicas (ou que estes nem sequer trabalham), que contrasta com a realidade contada pelo director do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian (a melhor escola pública em 2009), na qual a mesma professora trabalhou muito mais numa escola das últimas 100 do ranking (2008, no Cerco) do que agora, na sua escola (do topo).
 
A Direcção da escola privada do topo do ranking
Teoricamente, segundo a peregrina ideia de que os professores das escolas privadas trabalham muito mais do que os das escolas públicas, para além dos “segredos” do clima de exigência e de trabalho e de dedicação e blá, blá, blá, que os directores quase sempre argumentam quando abordados por jornalistas, a escola privada conseguiria a proeza de pegar nos alunos de uma escola pública do fundo do ranking e obter excelentes resultados. Certo? Claro que sim...
 
Os pais dos alunos da escola pública do fundo do ranking
Euforia? Atrevo-me a sugerir que os pais conscienciosos olhariam esta experiência com alguma indiferença. Seria? Tenho alguma curiosidade. Os factores que prejudicam as aprendizagens dos filhos (dos pais conscienciosos) continuariam presentes, nas turmas.
 
A Direcção da escola pública do fundo do ranking
Na qualidade de membro do (ex) conselho executivo de uma escola do fundo do ranking (últimas 100, em 2008), eu diria que não era preciso tanto. Só pedia que o Estado ganhasse um pouco de juízo e “acertasse o passo” aos pais de meia dúzia dos nossos alunos. Era o suficiente para, no ranking, rapidamente mordermos os calcanhares a essa escola privada.
 
Enfim, fica o desafio. Poderia abrir os olhos a algumas pessoas. Ou talvez não, porque “o pior cego é aquele que não quer ver”...
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publicado por pedro-na-escola às 10:32
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