Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Margarida Moreira a ministra, num fim-de-semana próximo

Aflige-me um dos resultados possíveis do próximo fim-de-semana: aquele em que Sócrates continuaria à frente do Governo. Aflige-me, porque estou dentro do sistema e sei bem as consequências, para a Educação e para o país, de cada uma das medidas obscuras lançadas por aquela cabecinha para cima das escolas. Aflige-me, mas, também tenho consciência que “temos o que merecemos” e que vamos ter o que “pedimos”...
 
Acho estranho como é que Sócrates poderá voltar a ficar à frente de um Governo, quando, à minha volta, não oiço uma única palavra de apoio. Até de empresários oiço, sistematicamente, palavras de desprezo, com predominância para “aldrabão”.
 
Contudo, há um ligeiro pormenor técnico a ter em conta... porque Sócrates tem-no em conta diariamente: este é um país onde abundam os pobres de espírito. Manobráveis, emprenham pelos olhos e pelos ouvidos com qualquer porcaria feita à medida.
 
Há professoras que dizem odiar Sócrates e admitem que vão votar nele porque... foi eleito o sexto mais elegante do mundo! Mesmo sendo aldrabão.
 
O sentido de voto no Bloco de Esquerda é mais bolachas no saco do PS, quando a necessidade apertar, se apertar. Digo eu. O “barómetro” no blog “A Educação do meu Umbigo” sugere muitos professores a votar BE.
 
A continuação de Sócrates à frente do Governo, tem uma faceta inevitável a necessária: a vingança! O alvo mais fácil, e também o mais apetecível, é o bolo de 150 mil professores, capazes de se comerem uns aos outros a troco de mais uns euros no final do mês, ou, até, a troco da perspectiva de mais uns euros no final de um mês longínquo. A personagem ideal para operacionalizar esta vingança é a tristemente célebre Margarida “bulldozer” Moreira – a mulher directora que não escreve português de Portugal.
 
Pior que a vingança sobre os professores, são as consequências para o país das orientações de Sócrates para a Educação. Os pobres de espírito, para além de não perceberem o que se está a passar, ainda batem palmas!
 
O sucesso fictício, anunciado a toques de trombone, continuará a predominar sobre os rasgos de lucidez. O sucesso, segundo as orientações de Sócrates, acontece quando se transita de ano, e não quando se tem conhecimentos. O sucesso, para este senhor, acontece quando se obtém um diploma, e não quando se adquire conhecimentos. Vamos pagar isto bem caro, daqui a uns anos!
 
Entretanto, o povo sucumbe perante o autêntico espectáculo que é a campanha eleitoral de Sócrates, conseguido à custa do meu dinheiro e do dinheiro de milhões de portugueses.
publicado por pedro-na-escola às 22:59
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1 comentário:
De Carlos Santos a 25 de Setembro de 2009 às 04:42
Não será Margarida Moreira, mas Isabel Alçada. COntudo, e antes disso, eu gostava de saber, como democrata e colega docente o que pensa das revelações de Francisco Loução sobre o seu modelo de avaliação:
http://bit.ly/3pT68j

Abraço,
Carlos


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