Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Só?!...

Internet: 35 % dos alunos dos oito aos dez anos não têm regras em casa
 
Mais de 35 % dos alunos entre os oito e os dez anos de idade afirmam não ter regras para usar a internet em casa e 42 % dizem que ninguém lhes controla as páginas visitadas e o correio electrónico.
 
Segundo o estudo "Crianças e Internet: Usos e Representações, a Família e a Escola", do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, 44,4 por cento dos alunos entre os oito e os 17 anos afirmam não ter em casa regras sobre o que podem fazer na Internet.
 
Analisando por grupos etários, aquele valor desce para 35,7 por cento entre os oito e os dez anos, 38,2 por cento nos 11 e 12, e sobe para os 51 por cento entre os 13 e os 14 anos e para os 61,2 por cento nos alunos entre os 15 e os 17 anos de idade.
 
No caso dos 55,6 por cento de alunos que afirmaram ter regras em casa, 71,5 por cento dizem que as mesmas se referem ao tipo de páginas que podem visitar, 62,2 por cento às pessoas com quem podem comunicar e 58,9 por cento às informações que podem dar.
 
A existência de regras sobre o uso da Internet em casa é maior (63,9 por cento) quando os pais têm um nível de escolaridade "superior" e menor (42,5) quando a educação dos encarregados de educação é classificada como "elementar".
 
Sobre o controlo do uso desta ferramenta, 54,3 por cento dos inquiridos afirmam que ninguém controla o tipo de páginas que visitam ou o correio electrónico. Apenas 29,3 por cento asseguram que os pais fazem uma verificação, enquanto 24,0 por cento dizem que os irmãos é que fazem esse controlo.
 
Por escalões etários, no grupo entre os oito e os dez anos são 42,2 por cento os que afirmam que ninguém controla, 50,6 por cento nos 11 e 12 anos, 64,8 por cento nos 13 a 14 e 70,5 no grupo de estudantes entre os 15 e os 17 anos de idade.
 
Quando questionados se já sentiram medo ao usar a Internet, 12,7 por cento dos alunos disse "sim". O medo mais comummente referido foi o de desconhecidos, com 45,5 por cento.
 
Por outro lado, 5,7 por cento dos estudantes admitiram já ter marcado um encontro com desconhecidos através da Internet. A maioria dos jovens que já marcou estes encontros são rapazes e têm entre 13 e 17 anos.
 
Mais de 80 por cento dos inquiridos reconhecem que não se pode confiar em toda a informação que se encontra na Internet e 61,1 por cento dizem que é mais fácil fazer os trabalhos de casa com este instrumento.
 
Por outro lado, 43,4 por cento dizem que lêem menos e vêem menos televisão (39,4 por cento) por causa da Internet e 67,8 por cento afirmam mesmo que percebem mais de Internet do que os encarregados de educação.
 
O inquérito englobou 3.039 alunos do ensino público e privado e foi realizado entre Abril e Junho do ano passado.
 
in www.jn.pt – 11 Fevereiro 2009
 
Foram 3039 alunos… de onde?
 
Olhando para os meus alunos, confesso que estas estatísticas são de uma generosidade imensa, em especial no capítulo do uso de Internet.
 
Hoje, uma Directora da Turma pasmava-se com o ar orgulhoso da mãe de uma aluna de 17 anos, do 8º ano, que tinha ficado até às 5h da madrugada a fazer um trabalho para a escola na Internet. Em casa desta aluna, a miséria espreita em cada esquina, mas todos os três filhos têm um computador portátil generosamente “oferecido” por Sócrates, à pala do programa e-escola e a bem do choque tecnológico. Curiosamente, o namorado da aluna, que frequenta uma turma de currículo alternativo, também tem um computador portátil “oferta” do homem-do-progresso-faz-de-conta. Como é do conhecimento geral, hoje, quase todos os portáteis trazem webcam. Mas, claro, os alunos ficam até altas horas da madrugada a fazer “trabalhos” na Internet, à porta fechada. Os pais, esses, futuros votantes “Sócrates”, incham de orgulho com tanta proficiência tecnológica por parte dos seus recém-prodigiosos rebentos.
 
Cultive-se a ignorância e a pobreza de espírito, que, assim, o governo do povo será tarefa pacífica. Assim seja.
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publicado por pedro-na-escola às 20:38
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