Domingo, 27 de Abril de 2008

A mania dos objectivos 2

“(…) O documento que prevê as linhas gerais deste novo regime de avaliação integrado, a que o DN teve acesso, avança que, até Outubro de 2008, o Governo vai apresentar, em forma de relatório escrito, uma proposta da nova avaliação na Judiciária. Sendo que uma das medidas concretas passa por manter a estatística referente à taxa de processos com proposta de acusação, que não pode ser inferior à verificada em 2007.  
Investigadores contra
 
Contactado pelo DN, o presidente da Associação dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), Carlos Anjos, considera que este regime geral tem de ser adaptado à realidade da investigação criminal e que a PJ tem de ser avaliada em função da "qualidade e não da quantidade". E acrescenta: "Como pode a PJ ser avaliada em função das acusações que são feitas pelo Ministério Público, depois de sair das mãos da polícia? A única coisa que a PJ pode fazer neste sentido são propostas de acusação."
 
Uma ideia que foi igualmente criticada pelo Ministério Público: "A efectivar-se, parece-me questionável e preocupante", disse ao DN o presidente do Sindicato do Ministério Público (SMMP), António Cluny. As razões apresentadas são semelhantes às de Carlos Anjos: "Como pode a polícia ser avaliada em função do número de acusações que são da responsabilidade do Ministério Público?" Cluny lembra que a PJ não "pode adivinhar o que o MP vai fazer com a sua investigação". Ou seja, se deduz acusação ou arquiva o processo. (…)” in Diário do Notícias
 
Lá estou a ver semelhanças doentias com a Educação
 
A ganância desesperada e grosseira pela quantidade, em detrimento da qualidade…
 
Avaliar resultados que dependem de outras esferas de vivência…
 
Sinceramente, esta mania de avaliar por objectivos parece tirada de uma qualquer empresa americana de venda de aspiradores porta-a-porta!
publicado por pedro-na-escola às 09:36
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1 comentário:
De Sérgio Lagoa a 5 de Julho de 2008 às 21:45
Vejo, com surpresa, que este blog "parou". É pena, pois é um dos mais lúcidos faróis da blogosfera educativa, longe de algumas tolices bem intencionadas que se podem ler por aí. Apesar de ser um leitor irregular, por manifesta falta de tempo, espero que o seu autor volte a escrever com regularidade.
Porque há coisas que fazem falta.


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