Domingo, 30 de Março de 2008

Na Finlândia…

Apanhado algures na internet, ainda a propósito do “êxito de bilheteira” na Carolina Michaelis:
 
“A professora não teve orgulho nenhum. A professora estava simplesmente a tentar cumprir as regras da escola. E como é proibido por lei, mandar um aluno para a rua. Confiscou o telemóvel e ia devolvê-lo ao encarregado de educação. A miudinha mostrou uma falta de respeito enorme para com a prof e para com a escola.
 
Mostrei a um colega meu da Finlândia e ele disse-me o seguinte:
 
1. os alunos que não socorreram a professora teriam sido castigados;
2. a aluna estaria já internada numa instituição correccional;
3. e os pais estariam já a contas com a justiça.
 
Logo quem menos tem culpa nesta situação é a professora, mera vítima do sistema em que está inserido.”
 
Faço os meus comentários, na presunção ingénua de que aqueles três pontos correspondem à realidade.
 
Na Finlândia, tal como qualquer outro país onde as coisas funcionem bem, há sempre contrapartidas para quem não colabora com o todo, para quem perturba, para quem não cumpre deveres, para quem tem comportamentos inaceitáveis. E, no que toca a educação, os pais são obviamente responsabilizados pelas prestações inaceitáveis dos seus filhos.
 
Em Portugal, a selvagem de 15 anos já é uma coitadinha. A mãe, também. A professora nem por isso, que até já foi despromovida a incompetente.
publicado por pedro-na-escola às 22:49
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O que os senhores querem?

Acabem com as razões de circunstância! Apresentem alternativas consistentes!
Senhores Professores
Expliquem-me muito devagarinho como seu fosse muito estúpido, afinal o que os senhores querem?
Até ao momento ainda não ouvi ninguém falar de alternativas às politicas do ME!
A única coisa que pedem é que se pare com as medidas, pois precisam de tempo…, só que tempo, é aquilo que já falta há muitos anos ao sistema Educativo.
Quais as propostas que apresentam para reverter os números do insucesso?
Talvez mandar os Pais para escola para aprenderem a ajudar os filhos nos TPC’s ou então exigir do estado um subsidio para pagar explicadores aos educandos, de preferência aos mesmo Professores das disciplinas que eles têm dificuldades, assim talvez os docentes se sentissem mais motivados…
in http://antifalsospedagogos.wordpress.com
 
Assim de momento, eu quero:
 
1. Um modelo de avaliação que avalie os meus deveres de professor, que estão consagrados no Estatuto da Carreira Docente, afastando os professores que continuamente faltam aos seus deveres.
 
2. Um Estatuto do Aluno que penalize com eficácia e sem anedotas os alunos cujo divertimento diário é contribuir para um ambiente difícil de aprendizagem nas salas de aula.
 
3. Um Estatuto do Encarregado de Educação que o penalize social e monetariamente, quando o respectivo educando descaradamente não cumpre com os seus deveres básicos, seja de comportamento dentro e fora da sala de aula, seja de assiduidade, ou de empenho.
 
4. Exames nacionais a todas as disciplinas. Em anos não terminais de ciclo, provas de aferição a todas as disciplinas.
 
5. Legislação extra-educação que exija, sem excepção, o 9º ano concluído com aproveitamento e sem "cadastro disciplinar" como condições para obtenção da carta de condução. O mesmo para obtenção de emprego, seja qual for. Aplicável a nascidos depois de 1994.
 
6. A obrigatoriedade de permanência dos professores nas escolas durante as 35 horas de trabalho, nem mais, nem menos, com condições físicas para preparação de aulas, planificações, pesquisas, elaboração de materiais e correcção de trabalhos e testes.
 
7. A separação clara, sob a forma de legislação para a educação, entre o que são alunos com dificuldades e alunos que não querem esforçar-se. Apoios e planos para os primeiros, penalizações para os segundos.
 
8. A revisão de todos os currículos, no sentido da diminuição dos conteúdos em todas as disciplinas. Há que ter tempo para aprender coisas novas, praticá-las, consolidá-las e explorá-las em vários contextos de aplicação, em vez de se passar a vida a saltitar de conteúdo em conteúdo, para no final do ano estar a matéria toda dada, ainda que mal interiorizada e mal sabida.
publicado por pedro-na-escola às 22:32
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Episódio foi infeliz mas é a excepção

JN juntou alunos e professores para debater agressão a docente
 
O assunto não é desvalorizado, mas também não é usado para fazer extrapolações pessimistas sobre o sistema de ensino. Desafiados a reflectir, na redacção do JN, sobre o conflito que saltou, há duas semanas, do interior de uma escola do Porto para a comunicação social, quatro professores de quatro escolas diferentes, usam frases medidas, pensadas, pesadas para o debater. Evitam-se juízos de valor, mas há uma convicção a uni-los: "O episódio da aluna que agrediu a docente é muito grave, mas está longe de representar a falência da escola enquanto sistema e longe de representar a relação entre professores e alunos", Dito de outra forma: "Foi um episódio infeliz, mas representa a excepção".
 
Teresa Pinto de Almeida, professora de Inglês no estabelecimento visado, receia a estigmatização da escola e lamenta as ilações que tem visto serem retiradas a propósito do incidente.
 
"A Carolina nunca foi problemática. O episódio do telemóvel é infeliz, muitíssimo grave e reprovável, mas não pode ser usado para rotular a escola ou para nos fazer embarcar em pessimismos". Ao contrário, acrescenta, "espero que sirva para agitar a consciência colectiva para as questões da indisciplina".
Continua aqui.
Apraz-me comentar que, para variar, a selvagem de 15 anos já está mais que desculpada (com uma palmadinha nas costas, quase) perante a sociedade e a professora a arcar com as culpas da situação. Mais do que a situação em si, isto só revela a podridão de valores que marca este país.
publicado por pedro-na-escola às 10:44
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Sinais dos tempos

É minha convicção que o bicho Homem sempre foi como hoje é, assim como as criancinhas e os jovens de hoje são tal e qual como há 100 ou 1000 anos atrás. Mudam pormenores técnicos, mais telemóvel menos pião, mas a essência continua na mesma.
 
Por tal, quando se fala naquele lugar comum dos “sinais dos tempos”, convém isolar o que é, realmente, um sinal dos tempos, e o que é apenas um reflexo desses sinais. Teorias da treta, é aquilo a que me proponho nas linhas seguintes.
 
A irreverência, a rebeldia, a insolência, a indisciplina, a insubordinação e outras coisas do mesmo calibre, fazem parte do repertório humano, logo desde tenra idade. Desde sempre.
 
Comentar que os jovens de hoje isto, ou que os jovens de hoje aquilo, por comparação com o “nosso tempo”, é um dos exercícios mais estéreis que se pode fazer. Ao ler comentários escritos há 100 ou 1000 anos atrás, sobre os problemas dos jovens, sem que se saiba a data em que foram escritos, fica-se com a sensação de estar a ler um texto actualíssimo, escrito há menos de uma semana. O maior erro – ainda por cima, recorrente e irritantemente repetido – que se comete sistematicamente em educação, é tentar adaptar tudo aos “sinais dos tempos”, aos “dias de hoje”, aos “jovens de hoje”.
 
A consequência deste erro é um sistema de feedback (de realimentação, como nos sistemas de controlo), em que uma medida errada provoca alterações sociais, as quais são interpretadas como “sinais dos tempos” em vez de serem vistas como consequências daquela medida errada. A resposta será mais uma medida, geralmente errada, que procura combater “sinais dos tempos” em vez de procurar corrigir a anterior medida. O passo seguinte, já se sabe qual é. Assim como os outros que lhe seguem, e por aí fora.
 
Quando hoje falamos em indisciplina, falta de educação, insucesso, abandono, ou outras crises sociais associadas à escola, talvez se possa pensar no seguinte:
 
1. Hoje, são cada vez mais os jovens, os pais, as famílias e cada vez mais a sociedade, que encaram a indisciplina como uma forma natural de estar no mundo, sendo uma atitude praticamente irrepreensível e incriticável.
 
2. Hoje, são cada vez mais os jovens, os pais, as famílias e cada vez mais a sociedade, que encaram a falta de educação como uma verdadeira forma de educação, onde o respeito é um conceito antiquado, desprezível e perfeitamente dispensável.
 
3. Hoje, são cada vez mais os jovens, os pais, as famílias e cada vez mais a sociedade, que encaram o insucesso e o abandono escolares como algo tão aceitável como comer um iogurte ao pequeno-almoço. Falhar e abandonar são dois conceitos que se equilibram, em termos de prestígio social, com os conceitos de conseguir e compromisso.
 
4. Hoje, são cada vez mais os jovens, os pais, as famílias e cada vez mais a sociedade, que não sentem vergonha alguma num desempenho outrora reprovável (ou menos louvável). Falhar, ser-se mal educado, faltar às obrigações, perturbar a ordem, agredir, insultar ou enganar, são atitudes tão aceitáveis que deixaram de trazer vergonha a quem as pratica ou, sequer, aos seus familiares e amigos. Em suma, a verdadeira crise que Portugal enfrenta é a falta de vergonha!
 
A generalização do cidadão desavergonhado é que é o real sinal dos tempos!
publicado por pedro-na-escola às 19:57
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Alguém esfregou as mãos de contente?

Não quero ser mal pensante, mas não me sai da cabeça a ideia de que não foram poucas as pessoas que esfregaram as mãos de contentamento quando viram aquele triste vídeo de uma aluna do Porto a lutar com uma professora pela posse de um telemóvel, em plena sala de aula.
 
Não quero ser mal dizente, mas não me sai da cabeça a ideia de que a ministra e a sua equipa foram dos que mais esfregaram as mãos de contentamento. Depois deste trio, vejo todos aqueles comentadores que acham que todo o mal do mundo está nos professores, na falta de outro bode expiatório mais a jeito.
 
Vejo aquelas pessoas com má formação pessoal, que se divertem a ver qualquer ícone de autoridade ser confrontado e humilhado, com o pensamento minorca de quem julga que se trata apenas de uma cena envolvendo meia dúzia de protagonistas, incapazes de ver mais além, de ver como é a própria sociedade que está a ser confrontada e humilhada.
 
Quem esfrega as mãos, é um fervoroso adepto do célebre sistema social pomposamente denominado anarquia-para-todos-menos-eu-que-sou-quem-depois-quer-mandar-aqui. E o país está cheio destes adeptos, disfarçados de comentadores.
 
Sinto-lhes as mãos quentes de tanto esfregar. A baba a escorrer pelo canto da boca. A teoria da culpabilidade da professora, na ponta da língua. A desculpabilização da grotesca aluna, como tese de um mestrado em defesa dos coitadinhos e das vítimas da sociedade, que não têm culpa de nada.
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publicado por pedro-na-escola às 08:22
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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Era uma vez um país assim

Era uma vez um país em que havia uma empresa de venda de livros. Os vendedores andavam de porta em porta, procurando fazer clientes. De vez em quando, com mais frequência do que o desejado, os vendedores eram insultados, mal tratados e, até, agredidos por potenciais clientes. O patrão da empresa, indignava-se com os repetidos ataques aos seus vendedores. Afinal, estavam todos no mesmo barco, e era óbvio que vendedores de pé atrás não fariam muitas vendas, até porque se sentiriam desmotivados. O patrão sabia disso e procurava solucionar os problemas. Não era só a produtividade dos seus vendedores que estava em causa, mas, também, o bom nome da sua empresa. O patrão batia-se pelos seus vendedores, dando a cara por eles e defendendo-os publicamente.
 
Era uma vez um país em que havia um exército comandado por um general. Entre as várias missões, os soldados tinham que prestar auxílio à população, em casos de incêndios, de cheias, de falta de abastecimentos, etc. Apesar da nobreza da missão, os soldados eram frequentemente insultados, mal tratados e, até, agredidos por cidadãos a quem tentavam ajudar. Não podiam ripostar, pois tratava-se de civis. O general, obviamente, mostrava-se altamente indignado com a situação. Era missão do seu exercido que acabava comprometida. Eram os seus homens que, no terreno, eram sujeitos aos ataques de alguns cidadãos. Era o seu exército que estava em causa e o qual ele comandava. O general fazia saber, a toda a população, a sua indignação e a sua revolta, dando a cara pelos seus homens, defendendo-os, indo para o terreno.
 
 
Era uma vez um país em que havia uma instituição com um director. O prestígio e a produtividade da instituição eram afectados pelas situações em que os seus agentes eram insultados, mal tratados e, até, agredidos pelas pessoas a quem prestavam o serviço. O mesmo carinho que o director tinha pela instituição, tinha com para com os seus funcionários, e não havia situação em que ele não interviesse para defender os seus funcionários e a sua instituição, não se poupando a manifestações públicas de indignação e exigindo sempre a penalização dos que protagonizassem esses ataques.
 
Era uma vez um país em que havia uma equipa de futebol, com um presidente e um treinador. Blá blá blá…
 
Era uma vez um país em que havia isto e aquilo. Blá blá blá…
 
E, claro, era uma vez um país chamado Portugal, onde existe um ministério liderado por uma ministra e dois secretários. Os funcionários desse ministério, que exercem uma das funções mais nobres da sociedade, são frequentemente insultados, mal tratados e, até, agredidos pelos destinatários dessa nobre função. Ao contrário dos outros países, aqui a ministra e os seus secretários não saem em defesa dos seus funcionários. Aqui, a ministra e os seus secretários nem sequer se mostram indignados com qualquer situação em que os seus funcionários sejam agredidos de alguma forma. A ministra e os seus secretários fazem de conta que não é nada com eles. Mesmo que não queiram, o facto é que é o seu ministério que sai afectado, na sua imagem e credibilidade, quando algum funcionário é atacado. Aliás, a impressão que dá, é que os funcionários deste ministério não têm um patrão, sequer. Porque, normalmente, qualquer patrão que se preze defenderá os seus funcionários, se estes forem atacados no cumprimento das suas funções, ainda por cima dentro das instalações que são pertença do próprio ministério.
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publicado por pedro-na-escola às 22:06
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Parece que…

Parece que o pessoal dos Conselhos Executivos anda a fazer formação na área da Avaliação do Desempenho. Eu não fui, mas o meu excelentíssimo presidente foi e já fez o relato do primeiro dia. Um dia de anedotas.
 
Parece que o pessoal que foi dar formação, percebe tanto daquilo como os próprios formandos.
 
Parece que os formandos, como seria de prever, não estão a aprender nada de novo, nem de útil.
 
Parece que o pessoal que foi dar formação, ou pelo menos uma parte significativa, não concorda com o modelo que está a ser impingido às escolas, embora tenha que engolir o sapo e tocar a canoa furada para a frente.
 
Parece que esta formação não passa de uma cassete gravada superiormente, a qual os formadores convidados se limitarão a fazer tocar.
 
Parece que é tudo uma grande balbúrdia, ninguém se entende, na base de cada cabeça sua sentença.
 
Parece que está a ser uma grande seca, esta formação apressada e mal feita, sendo um notório desperdício de tempo para quem tem mais coisas úteis para fazer numa escola, com um novo período à porta.
 
Parece que tudo isto seria de esperar… se fosse diferente é que surpreenderia!
publicado por pedro-na-escola às 21:23
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Era o que faltava…

“Os resultados escolares dos alunos contam para a avaliação do desempenho dos professores, porque… era o que faltava que não pudessem contar!”
 
Tinha-me esquecido de registar aqui esta saída extremamente competente (ou não) da ministra, em plena Assembleia da República. Portuguesa, claro! Só podia!
 
Será que o comum cidadão também pode responder desta forma exemplar? Passar os alunos sem saberem e sem terem as competências desejadas? Era o que faltava! Ignorar as faltas dos alunos para que não contem para as estatísticas do abandono escolar? Era o que faltava! Perder tempo precioso em reuniões para andar à volta de papéis e mais papéis e ainda mais papéis, só por causa de um primeiro-ministro que quer à viva forma deixar um modelo de avaliação dos professores? Era o que faltava!
 
Enfim. A esta saída brilhante, que mais não foi do que desprezar a dignidade que se espera para com um órgão tão importante, só me ocorre juntar a cena dos apupos patéticos atirados aos alunos, do cimo de um palco, algures numa actividade desportiva, eternizada num vídeo que ainda se consegue encontrar no Youtube…
publicado por pedro-na-escola às 21:15
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Irrelevância

Antes que o vídeo desapareça definitivamente do Youtube,,,

 

Cem mil professores...

Aluna a agredir a professora...

Irrelevante...

Tudo irrelevante...

... para a Ministra da Irrelevância!

publicado por pedro-na-escola às 19:57
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Viva a liberdade!

Aquela cena irrelevante e pontual e insignificante e individual e isolada, ocorrida numa sala de aula na Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, merece um grito pela liberdade! Infinita liberdade! Viva!
 
Com a mesma energia que agora anda na boca do povo, assim será esquecida. Começando por cima, a quem interessa que isto passe despercebido e seja abafado. Nada melhor do que tratar este acontecimento como um caso único, tipo primeiro prémio do Euromilhões, que só acontece a uma pessoa, a qual nem sequer conhecemos e que tão facilmente esqueceremos.
 
Presumo que em todos os quadrantes da sociedade se imagine como sendo, de facto, um caso isoladíssimo e único. Presumo, porque tudo aponta para que não venha a acontecer nada. Os pais da jovem gorila ainda poderão vir a pedir batatinhas à professora, pela agressividade com que se agarrou a um bem que não era dela e pela afronta de querer impedir a selvagem de dar uso às novas tecnologias em plena sala de aula. Viva a liberdade, portanto.
 
Eu, nestas coisas, sou apologista de uma chapa-3 de identificação. Fotografia da jovem aberração da sociedade, do seu pai e da sua mãe, chapadas em tudo o que é comunicação social, com um rótulo pomposo, para que toda a gente saiba quem são. Enfim. Aposto como não faltará gente para defender a jovem e bater-lhe palmas.
 
É recorrente relembrar como este não é um caso isolado. Não é a parte do telemóvel que está em causa, mas a postura social dos jovens daquela turma, coniventes com a agressão física e verbal a um adulto. Alguns ainda tentaram afastar a selvagem, de forma pouco convincente, mas a maior parte achou a situação muito divertida. Nas casas dos pais dos alunos desta turma, o encolher de ombros será, por certo, a reacção óbvia. E na DREN. E no ME. A vergonha do nosso país começa no topo, por aqueles que se silenciam perante o inadmissível, quando tinham o dever de fazer valer o respeito – esse direito essencial do ser humano, a que os professores não têm direito.
 
“Entretanto, uma mãe preocupada contactou a DREN por e-mail, alertando para a existência deste vídeo, e recebeu como resposta as mesmas palavras proferidas aos jornalistas, mas com um pormenor: «Vamos proceder à retirada do filme do portal YouTube por violação do direito à imagem».“ in www.portugaldiario.iol.pt
publicado por pedro-na-escola às 19:36
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