Domingo, 9 de Março de 2008

CONFAP reage a insultos e acusações torpes

A CONFAP, Confederação Nacional das Associações de Pais, convocou esta CONFERÊNCIA DE IMPRENSA para esclarecer os comentários pérfidos que surgiram com maior virulência após o XXXIII Encontro Nacional das Associações de Pais, realizado dia 1 de Março, em Gondomar, visando os actuais órgãos sociais e, em particular, o presidente do Conselho Executivo desta Confederação.
 
Está a decorrer uma campanha na Internet, através de email’s e blogs, que contêm acusações pessoais e insultuosas contra os representantes da Confederação. A CONFAP acredita que esta campanha tem interesses político-partidários unicamente interessados na desestabilização social do país e por isso mesmo quer esclarecer a Opinião Pública.
 
Para além de várias mensagens insultuosas, quer enviadas por e.mail para a CONFAP, quer publicadas em blogs, numa linguagem que se caracteriza pela ausência dos princípios democráticos da liberdade de opinião, pelo desrespeito da instituição e por uma manifesta má-educação, uma delas, em particular, contém acusações demasiado graves que põem em causa não só o bom nome da CONFAP como o do seu actual presidente, Albino Almeida, e por isso mesmo a denunciamos e estamos a tratar com o nosso advogado a apresentação de queixa-crime.
 
Trata-se de uma meia verdade que pretende impor-se como verdade absoluta. A CONFAP, como muitas outras instituições, recebe subvenções do Estado, ao abrigo de um protocolo assinado entre esta Confederação e o Ministério da Educação, em 1996 – ver em www.confap.pt/confap.php?pagina=mineducacao. No mesmo link pode-se ver o modelo de financiamento e, em www.confap.pt/paginaap.php?pagina=76 pode-se consultar como essas verbas são gastas. Estando essas subvenções publicadas em Diário da República, foi feita uma colagem das últimas transferências, divulgando-as na Internet com o comentário insidioso que se tratava de pagamento de salário do presidente da CONFAP, querendo com esta mentira fazer passar a mensagem como verdadeira. Vejamos uma transcrição do blog http://ensinarnaescola.blogspot.com/:
 
'Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720). Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (pág. 30115). Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra. Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida? Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro. O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos).' É urgente difundir este post (até porque é verdadeiro, fui mesmo confirmar os diários da república em questão) ao maior número possível de portugueses, para verem bem onde este governo gasta o dinheiro do povo.'
 
Ou mensagem idêntica através de e.mail anónimo:
'O senhor recebeu através dos impostos pagos pelos contribuintes 38 717,5 euros no dia 8 de Setembro de 2006; 38 717,5 euros no dia 11 de Dezembro de 2006 (deve ter sido o subsídio de Natal) como se poder ler no Diário da República, 2ª Série, número 109 de 6 de Junho de 2007 (página 15720), como atesta a primeira fotografia deste post. Mas o grande líder da CONFAP não se ficou por aqui, porque em 19 de Abril de 2007 recebeu qualquer coisa como 39 298,25 euros como consta no Diário da República, 2ª Série, número 201 de 18 de Outubro de 2007 (página 30115), como atesta a segunda fotografia deste post.'
 
Ora, em 8 de Setembro de 2006, a 11 de Dezembro de 2006 e a 19 de Abril de 2007, Albino Almeida não fazia parte dos órgãos sociais da CONFAP, cuja presidência era ocupada por Maria José Viseu... E, em 1996, quando o protocolo foi assinado, Albino Almeida nem sequer fazia parte da CONFAP. Sobre uma meia verdade constrói-se uma grande e grosseira mentira, com o único objectivo de denegrir uma instituição e os seus dirigentes, em particular o seu presidente.
 
A CONFAP e o Movimento Associativo de Pais não se deixam vergar por uma das mais virulentas campanhas de que foi alvo, com o propósito de lhe diminuírem a sua capacidade de intervenção e influência, a sua firme independência a poderes políticos e partidários, mantendo a sua unidade na diversidade das opiniões e sensibilidades de todos os pais, sendo certo que o que nos une é a garantia de uma Educação de Qualidade que promova o futuro dos nossos filhos.
 
Repudiamos, também, a acusação de colagens ao poder político. Somos uma instituição responsável, livre e autónoma, que procura o diálogo com todos os parceiros sociais, de modo a alcançarmos os fins a que estatutariamente nos propusemos. Fazemos propostas, aprovámos a nossa agenda educativa, criticamos o que temos a criticar, apoiamos e aplaudimos o que temos a aplaudir, seja qual for o Governo da nação ou a Câmara Municipal. Sempre assim o fizemos, o fazemos e o faremos. Porque essa é a nossa postura institucional, porque não somos um sindicato ou um partido, porque não fazemos parte de forças de bloqueio, não somos do contra nem da oposição, não somos partidários do bota-abaixo, do criticismo, da maledicência tão nefastamente típicas ainda de muitos portugueses. Acreditamos nas virtudes da democracia e no sadio entendimento das instituições.
 
Por isso mesmo, em Gondomar, no nosso XXXIII Encontro Nacional, demos uma clara mensagem ao país que somos pela sustentabilidade social e fizemos a nossa declaração de princípios de serenidade nas escolas, subscrevemos totalmente a mensagem do Senhor Presidente da República, proferida nessa mesma manhã. Podem também acusar-nos de colagem ao Senhor Presidente da República, o que só nos poderá honrar, mas de desonestidade moral, de desrespeito pelas instituições, de trairmos os nossos filhos isso nunca nos acusarão.
 
Estamos firmes na defesa da Escola Pública, por uma Educação de Qualidade e por novo paradigma para a Escola Portuguesa, que garantam o sucesso escolar e o futuro do Portugal Democrático.
 
Vila Nova de Gaia, 4 de Março de 2008
 
Em http://www.confap.pt
 
E em http://ensinarnaescola.blogspot.com/: “Este blogue está aberto apenas a leitores convidados”. Ora bolas!
 
Ó senhor CONFAP, o pessoal quer é paz e sossego! Desestabilizado já está o país!  Democracia? Viva Salazar e o novo modelo de gestão quase sem eleições? Enfim…
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publicado por pedro-na-escola às 22:18
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