Terça-feira, 4 de Março de 2008

A vingança dos chineses

É tanta, mas tanta, tanta, tanta e tão doentia a ganância da avaliação, que há escolas a avançar em passo de corrida no processo.
 
E o passo de corrida é tão célere, tão célere, que já começam com observação de aulas.
 
Mas, ao contrário do passo de corrida da gazela, ligeiro e eficaz, há escolas em que a observação de aulas será feita com a ligeireza do elefante: de surpresa! Isto é, quando menos se esperar, propositadamente, irromperá pela sala dentro o avaliador, sem permissão do professor, sem aviso prévio, mas com a bênção do Conselho Executivo. Para avaliar. Não consta que deva ser assim, mas, uma vez que o modelo vem com falhas, é moralmente aceitável que também se implemente com falhas. Digo eu.
 
Parece que, em muitas escolas, não faltam os “chineses” sedentos de vingança, sabe-se lá porquê, delirantes com esta oportunidade. Na minha, que é pequenina, também os há, a arreganhar a dentola desde que subiram ao pedestal de titulares, a distribuir ameaças em sede de departamento ou pelos corredores.
 
Um modelo de avaliação mal feito tem destas coisas:
 
1. Incentiva a que o processo possa ser implementado também com falhas e desvios e adaptações locais às necessidades de quem manda, por uma questão de libertinagem moral decorrente das falhas hierarquicamente superiores.
 
2. Proporciona o piroso acto de vingança entre pares, num só sentido, que normalmente é lembrado e exercido por profissionais com pouco profissionalismo, os tais que, em qualquer profissão, não se conformam com a simples inveja da superior competência alheia.
 
3. Um elevado grau de complexidade estende o tapete vermelho a uma leitura atravessada e acelerada da legislação, convidando o leitor cansar-se de tanto ler e inventar, ele próprio, interpretações a gosto.
publicado por pedro-na-escola às 10:44
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