Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Trabalho dos professores decisivo

“No combate ao insucesso escolar
Trabalho dos professores decisivo
A Fenprof atribuiu este sábado que a redução do insucesso escolar, anunciada ontem pelo Governo, de ficou a dever ao trabalho dos professores. O sindicato considerou ainda que é preciso saber se à quebra nas taxas de abandono e retenção corresponde a um aumento da qualidade de ensino.”
in Correio da Manhã
 
Não concordo com esta posição. A redução do insucesso escolar deve-se, de facto, às medidas e às políticas do ME, e não aos professores. Senão, é o mesmo que admitir que, anteriormente, os professores não actuaram para reduzir o insucesso. O trabalho dos professores continua o mesmo. O que mudou, foi o regulamento do jogo.
 
No Verão de 2008, estes números serão ainda menores e a comunicação social tratará de espalhá-los, como uma boa nova.
 
Na minha escola, ou seja, baseando-me naquilo que conheço e vivo, ao invés daquilo que ouvi dizer, constato como contribuiremos para as reduções relativas ao ano lectivo de 2007/2008.
 
Insucesso: integração de alunos preguiçosos e com retenções numa turma de Percurso Curricular Alternativo, desde o início do ano; integração de mais alunos preguiçosos e com retenções numa outra turma de Percurso Curricular Alternativo, criada a meio do ano lectivo; saldo público – 25 alunos com transição garantida, genialmente salvos do implacável monstro da retenção; saldo privativo – 25 alunos que transitam sem as “competências” e conhecimentos que a sociedade imagina que adquiriram, com a agravante de assimilarem que a ociosidade e o desleixo compensam.

Abandono: recuperação fantástica e bombástica e outras coisas acabadas em “ástica”, de dois alunos fora da escolaridade obrigatória, reprovadíssimos por faltas sem conta, as quais deixaram mesmo de contar, por ordens superiores.
 
Por falar em números, quando foram apresentados os números deste ano lectivo, que contas vão ser feitas entre os alunos que abandonaram a escola este ano, os que abandonaram em anos anteriores, os que regressaram para frequentar CEF’s e PCA’s e outras coisas que tais, os que não regressaram porque não chegaram a sair, e os que regressaram apenas no papel? Um milagre, estou mesmo a imaginar…
publicado por pedro-na-escola às 15:00
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